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O Museu da Música prepara-se para ser
o palco de uma viagem-exposição ao mundo dos instrumentos e culturas
musicais da União Europeia (UE). Com data de partida marcada para o
próximo dia 21 de Setembro, o itinerário prevê pequenas paragens em cada
um dos 27 países membros, num circuito que trará os viajantes de volta a
casa para o encerramento da Presidência Portuguesa.
Porque viagens há muitas, o bilhete quer desta vez levar o viajante ao
encontro de uma pequena porção da diversidade musical e instrumental que
se encontra pelos quatro cantos da UE, devidamente reproduzida à escala
do Museu. Os embaixadores escolhidos são os
instrumentos; afinal sem eles dificilmente se faz música.
Da guitarra portuguesa ao cavaquinho (Portugal), com acompanhamento de,
entre outros, castanholas (Espanha), kaval (Bulgária), laouto (Chipre),
trstenke (Eslovénia), saxofone (Bélgica), kantele (Finlândia), bouzouki
(Grécia), harpa (Irlanda), kokle (Letónia), zaqq (Malta), cobza
(Roménia) ou nyckelharpa (Suécia), são vários os instrumentos a
descobrir e, como tal, muita música “nova” para encher os ouvidos.
Numa selecção que não se quer exaustiva e muito menos definitiva, estes
embaixadores surgirão enquadrados com imagens e textos explicativos
sobre a música de cada país-membro, numa unidade feita de diversidade
instrumental, onde é possível encontrar raízes musicais
comuns. Para animar o percurso até 29 de Dezembro, altura em que a
viagem chega ao fim, prevê-se a realização de várias actividades sempre
às sextas-feiras e sábados, com cada um dos dias
dedicado em exclusivo a um dos 27.
Já no próximo dia 22 de Setembro (16:30 h), o Museu acolhe um concerto
do Estonian Defence Forces Mixed Choir dirigido por Veronika Portsmuth,
que procurará apresentar a cultura musical e coral Estónia. O Museu
contou ainda com um sem número de apoios, em especial das Embaixadas dos
países da UE em Portugal, mas também de vários museus da música europeus
e de Embaixadas portuguesas na UE.
O Museu da Música é uma instituição tutelada pelo Instituto dos Museus e
da Conservação (IMC) onde se encontra uma das mais ricas colecções
instrumentais da Europa, além de vários
espólios documentais e os acervos fonográfico e iconográfico.
Com mais de mil instrumentos musicais dos séculos XVI a XX, sobretudo
europeus, mas também africanos e asiáticos, de tradição erudita e
popular - alguns deles classificados como de
interesse nacional (Tesouros Nacionais) - o museu possui instrumentos
raros e de incalculável valor histórico e organológico. São exemplo os
corne ingleses de Grenser e de Grundman &
Floth, o oboé de Eichentopf, os cravos de Joaquim José Antunes e Pascal
Taskin, o piano (Boisselot & Fils) que Franz Liszt trouxe de França em
1845 ou o violoncelo de António Stradivari, que pertenceu e foi tocado
pelo rei D. Luís. O museu é ainda particularmente
notável pela quantidade e qualidade de instrumentos de factura
portuguesa, espécimes pouco abundantes em museus congéneres.
Quanto ao acervo fonográfico, é constituído, neste momento, por cerca de
nove mil peças, entre as quais, discos antigos de 78 e 80 rotações,
outros mais recentes de 33 e 45, discos de
metal, rolos de pianola, rolos de cera, bobinas electro-magnéticas,
cassetes de áudio e CDs.
O Museu está aberto ao público desde 26 de Julho de 1994 na estação do
metropolitano Alto dos Moinhos, beneficiando de um protocolo de mecenato
assinado com o Metropolitano de
Lisboa. Ao longo da sua existência, tem procurado valorizar e divulgar
as suas colecções, a música, sobretudo a portuguesa, o património
organológico e musical de uma forma geral, bem como as instituições ou
particulares que contribuam de forma relevante na mesma direcção. Tendo
em vista esse objectivo, o Museu organizou várias exposições e catálogos
que procuraram destacar importantes personalidades da música portuguesa
como José Vianna da Motta, Tomás Alcaide, Michel’angelo Lambertini e
Frederico de Freitas.
Além de exposições, o Museu organiza periodicamente actividades que
tanto podem ser visitas de carácter excepcional (visitas históricas,
artísticas, visitas às reservas...), workshops musicais
(construção de um instrumento, exploração de sons..), recitais (para
adultos e crianças), conferências musicais...
Para o público escolar estão disponíveis actividades pedagógicas fixas
que procuram permitir o contacto com as peças da colecção do Museu e com
as suas características organológicas e musicais. Estas actividades são
realizadas mediante marcação prévia.
O Museu da Música possui um centro de documentação especializado em
organologia, história e teoria da música, onde é possível encontrar
obras de referência para o estudo da música.

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